Várias manifestações concentraram-se, esta terça-feira, frente à escadaria do Parlamento, em protesto contra a aprovação da proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2014.

Um manifestante vestido integralmente de preto e com uma máscara preta nos olhos mostra um cartaz onde se lê «Gatunos», no qual o «o» é feito com uma fotografia do primeiro-ministro, Passos Coelho, e do outro lado tem a frase «Viva a Constituição», onde o «o» é uma fotografia do presidente da República, Cavaco Silva. Por cima tem ainda uma metralhadora, onde colocou cravos vermelhos.

O dispositivo da polícia é visível, sobretudo para o lado da calçada da Estrela, onde já foi cortada a circulação automóvel, mas não é em número reforçado relativamente a anteriores manifestações.

A CGTP convocou um «Dia Nacional de Indignação, Protesto e Luta» no dia em que os deputados da maioria parlamentar PSD/CDS-PP aprovam o orçamento do Estado para 2014.

A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (PPME) também convocou os seus associados para o mesmo local para protestar contra o Orçamento.

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A UGT numa delegação, liderada pelo secretário-geral, Carlos Silva, encontra-se nas galerias da Assembleia da República durante a votação final global em plenário da proposta de Lei que aprova o Orçamento do Estado para 2014.

Para Lisboa, cinco concentrações que convergiram para a Assembleia da República, para onde o secretário-geral da Intersindical, Arménio Carlos, fecha com uma intervenção político-sindical. «É uma vergonha o que se está a passar neste país»>, sublinhou, anunciando também na sua intervenção uma uma semana de luta entre 16 e 20 de dezembro>.

No Largo da Estrela concentraram-se os trabalhadores dos distritos de Leiria, Santarém e do Alentejo, no Largo do Rato estiveram os reformados e pensionistas, no Largo de Santos os trabalhadores do Distrito de Setúbal, no Largo do Camões os do distrito de Lisboa e no Largo Trindade Coelho encontravam-se os jovens.

Para a tarde está marcada outra manifestação para S. Bento, divulgada através das redes sociais, para pedir a demissão imediata do Governo.