Dez feridos e duas pessoas identificadas por desacatos é o resultado da manifestação desta quinta-feira dos profissionais das forças e serviços de segurança que terminou na Assembleia da República.

Forças de segurança estão «num ponto limite»

O porta-voz do comando metropolitano de Lisboa, comissário Rui Costa, adiantou aos jornalistas que as pessoas identificadas por desacatos e eventuais infrações poderão ser objeto de processo criminais.

«Foram identificados dois indivíduos que poderão processos crimes», disse.

O porta-voz do Cometlis adiantou também que dez pessoas, seis polícias e quatro manifestantes, foram assistidas pelo INEM no local.

Os dois manifestantes feridos tiveram posteriormente de ser transportados para o hospital, mas com ferimentos ligeiros.

O comissário da PSP disse ainda que «houve um enorme esforço da PSP ao longo da semana no planeamento e execução durante a manifestação para a contenção e garantia da segurança de todos manifestantes e da Assembleia da República».

Garantiu também que, da parte da PSP, «durante o policiamento foram tomadas as medidas adequadas».

Questionado pelos jornalistas sobre a subida de alguns degraus da escadaria frontal do parlamento por parte de vários manifestantes, Rui Costa afirmou que a PSP recuou um passo atrás para dar dois à frente, garantindo que não houve tratamento diferenciado pelo facto de serem elementos das forças de segurança.«Não há na Constituição diferenças entre cidadãos portugueses», afirmou.

A MANIFESTAÇÃO AO MINUTO

O porta-voz da polícia considerou que «houve uma adequação dos meios policiais ao policiamento de milhares de manifestantes».

Entretanto, fonte da PSP disse à agência que foram mobilizadas todas as equipas de intervenção rápida das divisões de Cascais, Loures, Odivelas, Sintra e Amadora e mais uma de Setúbal.

Para fazer o policiamento junto da AR estiveram também elementos do Corpo de Intervenção de Lisboa, Porto e Faro além de equipas cinotécnicas.

Tensão: polícias corpo a corpo frente ao Parlamento

As três unidades do Corpo de Intervenção não foram suficientes para conter a força dos milhares de agentes das forças de segurança que, nesta quinta-feira, no final de uma manifestação, forçaram barreira policial e acabaram por subir alguns degraus da escadaria do Parlamento.

Entre avanços e recuos, ficam as imagens de vários momentos de maior tensão que, no entanto, não levaram à invasão do Parlamento, conforme muitos manifestantes tentaram durante cerca de duas horas.

As imagens mostram confrontos corpo a corpo entre agentes fardados e manifestantes, naquela que terá sido a maior manifestação de polícias alguma vez registada em Portugal.

«Esta manifestação tem que ter consequências»

Durante a manifestação, aconteceu uma reunião entre seis elementos da Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança e a Presidente da Assembleia da República, que terminou cerca das 21:10.

À saída, em declarações à TVI, Paulo Rodrigues, secretário nacional da CCP, considerou que a segunda magistrada da nação «está próxima dos problemas dos polícias» e fica agora à espera que haja resultados: «Esta manifestação tem que ter consequências».

A MANIFESTAÇÃO AO MINUTO