Milhares de pessoas pediram este sábado, em Lisboa, a demissão do Governo, num protesto promovido pela Confederação-geral de Trabalhadores (CGTP-In) contra as políticas de austeridade.

«Governo rua» foi o que mais se ouviu entre os manifestantes, sendo também a frase mais visível entre as centenas de cartazes do protesto, onde também o presidente da República, Cavaco Silva, é criticado.

Novos e velhos, várias gerações de pessoas de diversos pontos do país marcam presença na jornada de luta da CGTP que por volta das 15:30 foi surpreendida com chuva, o que levou alguns dos manifestantes a desmobilizar e a abrigarem-se junto de casas e cafés na zona de Alcântara.

Centenas de cartazes, de bandeiras de sindicatos, de Portugal e também algumas bandeiras pretas são empenhadas pelos manifestantes, ao mesmo tempo que gritam palavras de ordem «Está na hora, está na hora do Governo ir embora», «Governo rua já» e «Passos escuta o povo está em luta».

A CGTP marcou para hoje uma jornada nacional de luta contra a exploração e o empobrecimento, que inclui manifestações no Porto e em Lisboa.

Centenas de autocarros transportaram manifestantes do sul e centro do país, atravessando a ponte sobre o Tejo para integrar a concentração da CGTP em Alcântara, contra as políticas de austeridade. No Porto, o protesto fez-se com a travessia a pé da ponte do Infante.

No discurso em Alcântara, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, anunciou uma ação de protesto contra o Orçamento de Estado, a realizar no dia 1 de novembro junto da Assembleia da República, em Lisboa.

«No próximo dia 1 de novembro, dia do feriado que nos foi roubado e que coincide com a primeira votação na generalidade do Orçamento de Estado, lá estaremos, de novo, na Assembleia da República, às 10:00 horas, para rejeitar a proposta de Orçamento, para exigir a demissão do Governo e a realização de eleições quanto antes», disse Arménio Carlos aos manifestantes.