A Inspeção Geral das Atividades em Saúde identificou mais 14 médicos e um técnico superior suspeitos de terem escalas simultâneas em vários hospitais. Os profissionais de saúde vão sofrer ações disciplinares por alegada sobreposição indevida de horários e acumulação de funções.

O reforço do combate à fraude na Saúde tem sido uma das bandeiras do ministro Paulo Macedo. Neste sentido, a Inspeção Geral das Atividades em Saúde identificou mais um grupo de profissionais suspeitos de práticas ilegais.

Os 14 médicos, entre eles dois ortopedistas, três cardiologistas e alguns médicos de família, vão sofrer ações disciplinares. São suspeitos - juntamente com um técnico de saúde - de sobreposição indevida de horários e acumulação de funções públicas e privadas. Noutro processo, os inspetores decidiram abrir inquéritos a mais quatro clínicos, sob as mesmas suspeitas.

Os médicos ainda não terão conhecimento das acusações de que são alvo, de acordo com a notícia avançada pelo jornal «Expresso».

Os profissionais de saúde trabalham em hospitais públicos da área de Lisboa, na região centro e no Alentejo. Anteriormente já tinha sido identificados clínicos com escalas simultâneas na Maternidade Alfredo da Costa e no hospital Santa Maria em Lisboa.

Desde que foi criada a unidade de exploração de informação, já foram identificados 230 casos supeitos, o que representa custos na ordem dos 229 mihões de euros. Nas operações mais relevantes da polícia judiciária em articulação com o ministério público já foram detidas 52 pessoas, sendo que mais de 250 foram constituídas arguidas.