A Universidade Lusófona de Lisboa, na qual estudavam os seis universitários que morreram na praia do Meco, decidiu abrir um inquérito interno para «aclaração dos factos» e «lançar luz sobre a génese do acontecimento» que vitimou os estudantes.

Meco: pais das vítimas dizem que há mais um sobrevivente

Num despacho conjunto do reitor da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Mário Moutinho, e do administrador Manuel Damásio, com data desta segunda-feira, a universidade determinou «abrir um inquérito para aclaração dos factos que tiveram lugar durante o fim de semana em que ocorreram as mortes dos estudantes».

No despacho da Lusófona considera-se que «decorrida esta etapa de gestão da dor que atingiu tão fortemente as famílias das vítimas», e que teve também «acentuada intensidade no país», este é o momento em que «se impõe lançar luz sobre a génese do acontecimento», pelo que importa trabalhar no sentido do «cabal esclarecimento do que aconteceu naquela noite na praia do Meco».

A universidade atribui competências ao seu gabinete jurídico para organizar o processo de inquérito que, com o despacho conjunto dos dois responsáveis da instituição, fica «investido em poderes bastantes para solicitar todos os documentos e informações que carecer para o desempenho destas funções» juntos dos serviços da universidade e da direção da associação académica.

«Deverão os alunos, funcionários e docentes prestar a maior colaboração ao instrutor ora nomeado», lê-se no despacho da ULHT, que determina ainda que o processo de inquérito «deverá estar concluído no prazo máximo de quarenta dias» e que as conclusões, «depois de apresentadas aos órgãos académicos, serão objeto de divulgação pública».

O despacho refere ainda o acompanhamento que a ULHT tem feito do situação e o apoio prestado pela universidade às famílias, amigos e colegas de todos os sete estudantes envolvidos na «tragédia ocorrida em 15 de dezembro, na praia do Meco», que «causou a maior consternação entre a comunidade académica e em todo o país», sublinhando a perda da vida de seis alunos e a «fase complexa» que o único sobrevivente atravessa atualmente.

Os familiares dos seis jovens que morreram na praia do Meco, em Sesimbra, em dezembro do ano passado, apelaram este fim de semana para que o único sobrevivente esclarecesse as famílias das vítimas sobre as circunstâncias em que ocorreu a tragédia.