Cerca de sete dezenas de elementos da comunidade luso-venezuelana na Madeira concentraram-se este sábado no Funchal para homenagear as vítimas dos confrontos naquele país e apelar à intervenção do Presidente da República portuguesa.

«Portugal é um país amigo da Venezuela, tem interesses económicos lá. Portugal tem também de pensar nas pessoas e o senhor Presidente da República tem de pensar nos madeirenses, nos portugueses que moram na Venezuela e estão a precisar de viver num país em paz», afirmou Enrique Vieira, do grupo 'Luso venezuelanos pela Liberdade' na Madeira.

O responsável salientou que a comunidade «não tem baixado os braços desde a segunda quinzena de fevereiro», tendo realizado uma concentração a 22 de fevereiro que contou com a participação de cerca de 300 pessoas e uma missa em homenagem às vítimas.

Hoje, a ação também teve como propósito homenagear as vítimas da violência e aprovar um manifesto, posteriormente entregue no Palácio de São Lourenço, residência oficial do Representante da República, endereçado ao Chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva.

Os manifestantes solicitam que o Presidente da República «seja intermediário e consiga criar condições para haver um diálogo na Venezuela».

Na fonte do Largo do Município foram colocadas bandeiras da Venezuela e cruzes com os nomes das mais de 20 vítimas mortais dos confrontos naquele país.