O único sobrevivente da tragédia do Meco, João Miguel Gouveia, quebrou o silêncio, mas disse menos do que as famílias das vítimas gostariam de ouvir. Ao «Correio da Manhã», o dux da Universidade Lusófona nada acrescentou.

Sobre o que se passou, a alta hora da noite, no dia 15 de dezembro, João Miguel Gouveia começa apenas por expressar à jornalista: «Não tenho nada a dizer neste momento».

Está bem depois do que aconteceu? Esteve na reconstituição do Meco? Às perguntas da repórter do «Correio da Manhã», o dux da Lusófona mostra incómodo, tenta sair de frente da câmara de filmar e insiste novamente: «Não tenho nada a dizer».

João Gouveia não responde às perguntas da jornalista nem alivia as dúvidas dos familiares dos seis jovens que perderam a vida no mar, remetendo explicações para mais tarde - «A seu tempo, a seu tempo...», reforça.

E se o que se passou no Meco foi o desfecho inesperado de uma praxe, conforme indicam vários indícios revelados pela TVI, o dux responde: «A seu tempo falaremos, neste momento falarei com as autoridades». Instado a contar o que contou às autoridades, abranda a sua marcha para reforçar novamente: «Neste momento só falo com as autoridades competentes».