Notícia atualizada

Mais de uma centena de pessoas estavam, cerca das 15:00, concentradas na praça do Rossio, em Lisboa, para participarem na manifestação contra as políticas de austeridade do Governo.

O protesto, que ligou o Rossio à Assembleia da República, é organizado pelo movimento «Que se lixe a troika», mas é também visível a presença com cartazes de outros grupos como o Movimento Alternativa Socialista e os Precários Inflexíveis.

Helena Dias, do movimento «Que se lixe a troika» disse à agência Lusa estar convicta de que a manifestação seja «expressão do descontentamento das pessoas contra as políticas de austeridade e, principalmente, contra o Orçamento do Estado para 2014».

A ativista adiantou que espera muita gente no protesto, sublinhando que vai ser uma manifestação realizada em 14 cidades portuguesas.

A manifestação do movimento «Que se lixe a troika» vai decorrer em 14 cidades portuguesas com o objetivo de protestar contra as políticas de austeridade do Governo. As ações vão decorrer em Aveiro, Braga, Beja, Coimbra, Faro, Portimão, Funchal, Horta, Lisboa, Portimão, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.

Em Lisboa, a manifestação começou no Rossio e termina na Assembleia da República, onde vão ser feitas várias intervenções políticas e culturais.

Com o lema «Que se lixe a troika! Não há becos sem saída!», o protesto coincide com a discussão da proposta do Orçamento do Estado para 2014, esperando os organizadores uma «grande manifestação» nas ruas para pedir «a demissão do Governo» e «a expulsão da troika» do país, relata a Lusa.

A manifestação teve início hoje às 15:35, no Rossio, em Lisboa, parou pouco depois de começar para que os participantes pudessem entoar a «Grândola Vila Morena».

O desfile parou no início da rua do Ouro, na Baixa lisboeta, onde os manifestantes entoaram de punho erguido a cantiga de José Afonso, que tem servido como forma de protesto em diversas ocasiões.

Após a canção, os manifestantes gritaram «25 de Abril sempre, fascismo nunca mais».

Na cabeça da manifestação seguem os organizadores da marcha, que vai prosseguir até à Assembleia da República, segurando uma faixa onde se lê «Que se lixe a troika! Não há becos sem saída», que dá mote ao protesto.

Reformados, deficientes e desempregados e críticos de todas as faixas etárias.

Começaram centenas, mas, à medida que a manifestação avançou, «milhares» de pessoas estão a participar hoje na manifestação promovida pelo movimento «Que se lixe a troika», que junta nas ruas de Lisboa, várias gerações para mostrar indignação contra as políticas do Governo e pedem a saída da troika. As pessoas que aguardam nos passeios juntam-se ao cortejo.

Bandeiras de Portugal e vários cartazes artesanais são empunhados pelos manifestantes, que gritam palavras de ordem como «Está na hora de o Governo se ir embora», «Sai da toca, coelho», «Nós só queremos coelho à caçador», «Um, dois, três, Abril outra vez» ou «Vamos lá ver quem define o meu salário, se o povo unido ou o fundo monetário».

Muitos dos cartazes que os manifestantes trouxeram para o protesto dizem: «Governo: Rua», «Gatunos», Ladrões» ou «Não à troika, não à fome».