A GNR já recebeu cerca de uma dezena de alertas relativos a alegados avistamentos dos três reclusos que no domingo fugiram da cadeia de Castelo Branco, mas nenhuma conduziu aos fugitivos, disse à Lusa fonte daquela força policial.

A mesma fonte explicou que a maioria das denúncias chegou durante a manhã de hoje e que todas foram «devidamente verificadas», não tendo todavia permitido a localização dos indivíduos.

Três reclusos - um de 49 anos, de Gavião, distrito de Castelo Branco, um de 55 anos, do Fundão, também no distrito de Castelo Branco, e um outro de 27 anos, de Sousel, concelho de Avis, no distrito de Portalegre - evadiram-se no domingo, cerca das 19:00, do Estabelecimento Prisional de Castelo Branco.

Durante a fuga, agrediram «com extrema violência» e feriram três guardas prisionais (dois homens e uma mulher), que apesar de terem sido alvo de tratamento hospitalar, já tiveram alta médica.

Em declarações à Lusa, Júlio Rebelo do Sindicato Independente do Corpo de Guardas Prisionais (SICP) já se mostrou «bastante preocupado com o grau de perigosidade» dos reclusos.

O sindicalista sublinhou ainda que o estabelecimento prisional de Castelo Branco «tem uma falta de guardas bastante acentuada».

Para Castelo Branco esteve já projetada a construção de uma nova cadeia, tendo o projeto chegado à fase de consulta pública.

Em 2011, o Governo desistiu de concretizar uma obra que implicava um investimento de 25 milhões de euros, teria capacidade para 335 reclusos e empregaria 260 guardas e 40 funcionários administrativos e técnicos.