Foi dramática a retirada de uma criança dos braços do pai, esta manhã no aeroporto da Madeira. Por decisão do Tribunal de Faro, Giselle Silva foi obrigada a deixar o pai, contra a sua vontade, e partir para a Irlanda para viver com a mãe.

Antes de partir para a Irlanda, Giselle Silva, fez questão de deixar gravado o seu desejo: viver com o pai em Portugal.

Um depoimento espontâneo, sem perguntas, feito a pedido de Giselle, logo que soube da decisão do Tribunal de Faro.

O mesmo tribunal que fez tábua rasa das declarações da menor, ouvida em março, e que também ali, perante um juiz, disse não querer viver com a mãe na Irlanda.

De nada serviu a vontade da criança, nem tão pouco as avaliações psicológicas feitas a Giselle e aos pais ou até mesmo dois acórdãos de tribunais superiores que já tinham decidido não permitir que Giselle Silva fosse viver para o estrangeiro.

O psicólogo Quintino Aires que fez a última avaliação psicológica á criança, não hesita mesmo em afirmar que neste caso, a justiça falhou.