O mar chegou esta manhã às caves e garagens dos prédios mais a sul da Avenida Central da Praia do Furadouro, em Ovar, mas o comandante da corporação local de bombeiros defende que «a prioridade é manter as pessoas afastadas» da zona.

Em declarações à Lusa, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Ovar explicou que as marés-vivas levou a água às caves dos prédios. Mas, «quando começa a vazar, acaba por ir desaparecendo e nós podemos bem tratar do resto depois».

Para Carlos Borges, «o que é preciso mesmo é que as pessoas se convençam que não podem andar nem a pé nem de carro naquela zona».

O operacional dos bombeiros reconhece «que há gente que se sente atraída pela desgraça e gosta de andar a ver aquela agitação toda», mas alerta que andar na zona do Furadouro «é uma irresponsabilidade muito grande nesta altura».

A prioridade da corporação é, nesta fase, guardar o perímetro que já foi estabelecido «para impedir a circulação de pessoas e veículos na marginal» dessa praia de Ovar.

Para as próximas horas continua a prever-se uma agitação marítima com ondas de 5 a 7 metros na costa do distrito de Aveiro e Carlos Borges diz: «Não vai ser tão grave como a semana passada, mas estamos a contar com o normal nestas alturas, que é as vagas fortes fazerem a água transbordar e depois ela ir descendo pela avenida abaixo».

O comandante reforça, ainda assim, que «o principal é que as pessoas sejam cuidadosas e se mantenham longe dali».

Mesmo reconhecendo que a ondulação causa sempre estragos «nos passeios, nas divisórias da avenida» e noutro mobiliário urbano da zona, Carlos Borges insiste: «O nosso objetivo agora não é retirar a água dali, porque isso de ela entrar nas casas e na rua resolve-se. Nós queremos é evitar perdas humanas e, para isso, é preciso que as pessoas se mentalizem de que não podem aproximar-se daquela zona».