Notícia atualizada às 13:46

Uma pessoa morreu e outra entrou em paragem cardiorespiratória depois de um incêndio ocorrido em Odivelas, na zona do Olival Basto. Outras três pessoas foram assistidas por inalação de fumo entre as quais uma criança de 6 anos.

À TVI24, o vizinho Luís Fernandes relata os momentos de pânico vividos neste incêndio. «Disse à senhora para atirar a criança que a agarrávamos cá em baixo», conta, acrescentando: «Não consegui subir, estava muito fumo e saí».

O incêndio, que deflagrou às 03:55 num apartamento de um prédio de quatro andares, provocou ainda dois feridos ligeiros, adiantou a mesma fonte.

Em declarações à agência Lusa o comandante dos bombeiros voluntários de Odivelas, Carlos Dinis, explicou que o incêndio afetou só o rés-do-chão e o primeiro andar do prédio, situado na rua de Moçambique.

«A situação está normalizada e os restantes moradores regressaram a suas casas», referiu o comandante.

Carlos Dinis adiantou ainda que os feridos graves foram encaminhados para o Hospital de São José em Lisboa, enquanto os dois ligeiros, uma mãe e uma criança, foram para o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures.

As causas do incêndio estão ainda por apurar.

No local, estiveram 22 bombeiros, apoiados por 11 veículos, a combater o incêndio, que entrou em fase de conclusão às 06:12.

Vítimas retiradas pela janela

Outra testemunha relatou à Lusa que duas das quatro vítimas tiveram de ser retiradas pela janela.

A única vítima mortal, uma mulher de 40 anos, não vivia na habitação e tinha ido com o marido jantar a casa de um casal amigo, que também ficou ferido neste incidente, disse aos jornalistas o presidente da União de Freguesias da Póvoa de Santo Adrião e Olival Basto, Rogério Breia.

«Aquilo que me comunicaram é que um casal veio passar a noite aqui e a esposa viria a falecer no local. O marido entrou em paragem cardiorrespiratória, foi entubado e transportado para o hospital», contou o autarca.

No 1.º esquerdo do prédio vivia um casal e uma criança de seis anos que teve, juntamente com a mãe, de ser retirada pela janela, uma vez que a porta de entrada estava trancada, relatou à Lusa um vizinho, que vive num prédio em frente e auxiliou as vítimas.

«Estava a dormir e fui acordado pela minha mulher, que ouviu gritar por socorro. Quando cheguei à rua vi a senhora pendurada na janela com a filha e pedi-lhe que a deixasse cair que eu apanhava», contou Luís Fernandes.

Já um dos moradores do prédio afetado, que vive no rés-do-chão, disse à Lusa que só se apercebeu de que alguma coisa se tinha passado quando abriu de manhã a janela e viu um polícia.