O Governo não fornece números sobre a adesão dos médicos à greve, mas sabe que a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) queria mais. Em entrevista à TVI24, o secretário de Estado Adjunto da Saúde, Fernando Leal da Costa, criticou o sindicato que convocou a paralisação e ainda a Ordem dos Médicos.

A resposta do bastonário também na TVI24

«Não temos ainda noção dos números. Aquilo que nós sabemos é que a greve não terá tido um impacto tão significativo como a estrutura sindical desejaria», afirmou.

Leal da Costa garantiu que o ministério não tem «qualquer dúvida» que esta foi uma paralisação «concertada com a CGTP». «As reuniões e discussões estavam e continuam a ir num excelente sentido para satisfação de todos, mas a FNAM entendeu que queria fazer greve e não há argumentos que a demovam, porque nem sequer estavam autorizados a deixar de fazer esta greve», acusou.

Sobre a Ordem dos Médicos, o secretário de Estado notou que, «infelizmente, nos últimos tempos, e com o agravamento progressivo desde que a nova direção tomou posse», esta entidade tem «assumido uma posição de caracter sindical, violando os seus estatutos».

«A Ordem não deve participar em atividades de caráter sindical. Deve defender os interesses médicos e apenas esses», explicou.

Segundo Leal da Costa, «o Serviço Nacional de Saúde não passou incólume por estes três anos de austeridade, mas em algumas matérias melhorou e adquiriu uma capacidade para ter maior sustentabilidade».