Uma centena de pais e encarregados de educação protestaram esta manhã à porta da Escola Básica de Alto Rodes, em Faro, contra a alteração dos horários dos alunos que hoje entra em vigor.

Os pais só levaram os filhos às 08:00, como protesto simbólico contra os novos horários, que obrigam as crianças do turno da manhã a entrarem às 07:50, com saída às 13:10, e as da tarde a entrarem às 13:20 e a saírem às 18:40.

O aumento do horário de 22,5 para 25 horas semanais foi comunicado à escola na passada semana pela Direção Regional de Educação (DRE) do Algarve, que diz estar a cumprir a lei, imposta pela Inspeção-Geral de Educação e Ciência (IGEC).

A presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação da escola argumentou, contudo, que não está a ser cumprida a lei e que os horários daquela escola, que funciona em regime duplo, já têm cariz excecional.

«A lei não pode ser configurada como tendo apenas um artigo, a lei é um conjunto de artigos», afirmou Paula Coutinho à Lusa, sublinhando que o facto de a escola ser de regime duplo já faz com que os horários sejam muito concentrados.

Segundo a responsável, com o novo horário, após o intervalo e até terminarem o período letivo, os alunos estarão duas horas e cinquenta minutos seguidos dentro de uma sala de aulas.

«Quais são as crianças, com idades entre os cinco e os dez anos, que conseguem ter capacidade de concentração a esse nível?», questionou Paula Coutinho, que prometeu continuar a protestar contra as alterações.

Com as alterações aos horários o turno da manhã funcionará das 07:50 às 13:10 (em vez das 08:00 às 13:00), o da tarde das 13:20 às 18:40 (em vez das 13:15 às 18:15) e os intervalos serão reduzidos de 30 para 20 minutos.

Durante o protesto, que se repete às 18:15, a hora habitual de saída antes da alteração, foi também distribuído um inquérito pela associação de pais para saber se os encarregados de educação concordam com o novo horário.

A presidente da associação de pais daquela escola, que pertence ao agrupamento D. Afonso III, continua a aguardar uma resposta do Ministério da Educação, a «única entidade» que pode reverter a situação.