A escola Ruy Luís Gomes, em Almada, está a ser investigada pelo Ministério Público por não ter travado os abusos sexuais a uma aluna de 13 anos, noticia o Diário de Notícias, nesta quarta-feira.

Mais de 60 por cento de casos de bullying na escola

Durante três meses, entre janeiro e abril do ano passado, a menor foi alegadamente vítima de repetidos abusos sexuais na escola e numa mata próxima por um grupo de colegas entre os 14 e os 16 anos, escreve o diário.

Os abusos começaram a 28 de janeiro de 2013 e prolongaram-se por 12 semanas, sem que a diretora da escola ou o diretor de turma tenham tomado qualquer ação, alertados pelas queixas da aluna e da sua mãe.

Só depois da agressão registada a 19 de abril desse ano, quando a aluna terá sido arrastada para uma mata perto da escola, onde foi agredida brutalmente, durante horas, e alvo de mais abusos sexuais por parte dos suspeitos, é que a escola decidiu agir e suspender por dez dias esses alunos.

A mãe da menor apresentou queixa na PSP pelo crime de abusos sexuais e tentativa de violação, bem como na Inspeção-Geral de Educação e Ciência, o que viria a dar origem a um inquérito, ainda por concluir, no Ministério Público de Setúbal.

Em causa estará o crime de omissão de auxílio, punível com pena de prisão até um ano.

Contactada pelo DN, a direção da escola remeteu-se ao silêncio.

Em maio de 2013, a aluna, com historial depressivo agudo, acabou por deixar de frequentar a escola por indicação médica.