Cerca de três centenas de pais deslocaram-se esta terça-feira às instalações da Segurança Social na rua Miguel Bombarda, no Porto, para pedir esclarecimentos sobre o atraso na resposta aos pedidos de Subsídio de Educação Especial (SEE) para os seus filhos.

O protesto foi organizado a Associação Nacional de Empresas de Apoio Especializado (ANEAE) e decorreu a nível nacional em várias sedes dos centros distritais de Segurança Social.

O presidente da ANEAE disse aos jornalistas que em causa está o novo protocolo de colaboração assinado entre o Conselho Diretivo da Segurança Social e a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, no passado dia 22 de outubro, que «marginaliza centenas de crianças com necessidades de apoio especiais».

«As regras de atribuição do SEE sofreram alterações que prejudicam a continuidade dos tratamentos e do acompanhamento de centenas destas crianças», afirmou Bruno Carvalho.

O dirigente da ANEAE salientou que no fim deste primeiro trimestre letivo «não há um único pai que tenha obtido resposta» aos «oito ou nove mil» requerimentos apresentados, a nível nacional, solicitando o SEE.

Um dos pais que hoje participou no protesto, David Teixeira, explicou aos jornalistas que o funcionário da Segurança Social que o atendeu não o soube esclarecer sobre o porquê do atraso ao pedido de ajuda que fez há cerca de um mês.

O dirigente da AENAE, Bruno Carvalho, referiu que «algumas das empresas já despediram técnicos e suspenderam os apoios às crianças, estando em causa no país cerca de três mil postos de trabalho diretos».