Notícia Atualizada

Domingos Duarte Lima foi, esta sexta-feira, ouvido em tribunal no âmbito da carta rogatória enviada pela justiça brasileira sobre o processo da morte de Rosalina Ribeiro. À saída, no Campus da Justiça de Lisboa, fez questão de fazer uma declaração aos jornalistas.

«Não recusei responder a perguntas no tribunal», assegurou, depois de se ter dirigido aos jornalistas que o aguardavam à porta, ter feito uma curta declaração e recusado responder a perguntas dos repórteres.

«Finalmente, foi-me dada a oportunidade formal de manifestar a minha indignação perante a acusação abjeta que me foi dirigida no Brasil e de esclarecer os equívocos que essa acusação gerou. Tenho a certeza que as declarações que aqui prestei hoje contribuíram para desfazer esses equívocos e para provar a minha inocência. E gostava de dizer-lhes que saio daqui, depois destas declarações muito descansado», disse.

Quatro anos depois do assassinato de Rosalina Ribeiro, Duarte Lima, que é acusado da morte, respondeu a 73 perguntas enviadas pela justiça brasileira.

Durante o interrogatório, que durou mais de duas horas, Duarte Lima negou todos os factos mencionados nas perguntas da segunda carta rogatória das autoridades brasileiras, uma das quais se tinha assassinado Rosalina Ribeiro.

«Não sou culpado da acusação que me é feita. Fui objeto de um linchamento mediático, toda esta situação causou-me um sofrimento muito grande», disse, acrescentando que reconhece «o valor da vida».

O ex-deputado lembrou o mandamento «não matarás» e, em resposta à questão da juíza de instrução Cláudia Pina, salientou que considera «abominável» tirar a vida a alguém. «Eu sei o que é estar às portas da morte. Estive por duas vezes às portas da morte», afirmou na sala de audiência.

Duarte Lima aludiu ainda a suspeitas de quem o incriminou, mas sublinhou que não iria revelar, pois não tem provas.

Olímpia Feteira, filha do falecido milionário Tomé Feteira, esteve presente no inquérito a Duarte Lima, no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa.