Todos os dias, cerca de duas mil consultas não se realizam em Portugal por ausência dos utentes. A crise pode explicar muitas destas faltas que, de acordo com os médicos do Serviço Nacional de Saúde, estão a fazer aumentar as listas de espera nos hospitais. O ministério da Saúde pondera castigar quem falta.

Os utentes que faltam à primeira consulta sem justificação estão, desde abril de 2013, obrigados a pagar uma taxa por não comparência. Mesmo com esta penalização, todos os dias, cerca de duas mil consultas externas não se realizam por ausência dos utentes.

Em janeiro deste ano, cerca de 11 mil consultas foram canceladas, só nos hospitais de Santa Maria e Pulido Valente. Lisboa tem, aliás, a maior percentagem de cancelamentos.

Os administradores hospitalares e os médicos não têm duvidas: as faltas estão a aumentar as listas de espera. E muitas unidades hospitalares no país, nem sequer estão a cobrar as multas impostas pela tutela.

As soluções apontadas pelos especialistas passam pela marcação das consultas subsequentes nos centros de saúde, medida aliás incluída no contrato-programa do Ministério da Saúde.

Em 2013, foram realizadas no serviço público de saúde, cerca de 11 milhões de consultas. Destas, mais de três milhões são primeiras consultas.