O diretor nacional da Polícia Judiciária disse esta terça-feira que os 87 milhões de euros gastos na construção da nova sede da PJ podem ser recuperados em oito meses de investigação aos crimes económico-financeiro e à corrupção.

Almeida Rodrigues falava na cerimónia de inauguração da nova sede da PJ, em Lisboa, que vai juntar no mesmo edifício todas as unidades nacionais e o laboratório de polícia científica e na qual, a ministra da Justiça garante ter poupado 17 ME ao erário público.

Para Almeida Rodrigues, a construção de um novo e moderno edifício tratou-se, por isso, de um bom investimento.

O responsável disse ainda que, com a nova sede, esta polícia «passa a dispor de uma das melhores sedes de Polícia Judiciária a nível mundial», considerando tratar-se de um dia muito importante para a PJ.

Com 80 mil metros quadrados, o novo edifício dispõe de dois auditórios com cabines de tradução simultânea e equipados com a mais moderna tecnologia multimédia, duas carreiras de tiro, um heliporto e uma sala de situação com especiais requisitos de segurança, física e tecnológica, a partir da qual será possível o acompanhamento em direto de situações operacionais complexas, permitindo uma maior rapidez e assertividade das decisões impostas por tais cenários.

No novo edifício torna-se possível concentrar os serviços, tornando a PJ «mais moderna e eficaz», o que é fundamental no objetivo de combate à criminalidade mais sofisticada, num registo da Lusa.

O primeiro-ministro enalteceu a Justiça como uma das áreas que motiva um «grande consenso» na sociedade portuguesa, lamentando que por vezes não sucedam iguais visões políticas em aspetos que «deveriam ser os mais imediatamente concertáveis».