De nada adiantou a reunião dos trabalhadores dos CTT com o Ministério das Finanças. Os manifestantes foram recebidos pela ministra das Finanças a quem entregaram uma carta de reivindicações.

A reunião com os representantes do ministério terminou pouco depois das 18h30 e em declarações aos jornalistas, o porta-voz dos trabalhadores afirmou que a reunião «foi uma conversa de surdos».

«Saímos com uma mão cheia de nada, tal como tínhamos entrado. Mas com mais certezas que o combate contra a privatização é para continuar», afirmou José Oliveira do Sindicato Nacional de Correios e Telecomunicações, acrescentando que têm «mais certezas de que o combate contra a privatização» da empresa «é para continuar».

O sindicalista referiu que o grupo entrou para a reunião «com a firme ideia que a privatização não serve aos CTT, nem ao serviço público, nem aos cidadãos, nem ao país», e que saiu «com a mesma ideia».

José Oliveira garantiu que a luta dos trabalhadores dos CTT vai «continuar». «Porque temos razão, em nosso nome e dos cidadãos, para quem trabalhamos», defendeu.

Centenas de pessoas protestaram-se, esta quinta-feira, em Lisboa, contra a privatização dos CTT.

O sindicalista adiantou que os sindicatos que representam os trabalhadores dos CTT irão entregar na segunda-feira um pré-aviso de greve para 27 de dezembro e que «já há proposta para greves a 30 e 31 [de dezembro]».

A adesão à greve dos trabalhadores dos CTT variou entre os 18,5% avançados pela administração e os 78% garantidos pelo sindicato do setor, com os dois lados a dividirem-se também sobre o funcionamento dos serviços.