O ministro da Educação advertiu esta sexta-feira que «foi este Governo que introduziu o inglês obrigatório ao longo de cinco anos» e um novo exame, defendendo que o ensino desta língua deve ser «sistemático», com «programas, metas e avaliações».

O responsável pela pasta da Educação falava aos jornalistas em Bruxelas, à margem de um Conselho Europeu de Ministros para a Competitividade, Mercado Interno, Indústria, Investigação e Espaço.

«Foi este Governo que introduziu o inglês obrigatório ao longo de cinco anos, foi este Governo que introduziu uma prova de nível internacional, feita pela Universidade de Cambridge, para o nono ano de escolaridade, o que permite aferir para cada um dos nossos jovens como é que ele se coloca em termos internacionais no domínio do inglês, portanto, este Governo dá uma atenção muito grande ao inglês», afirmou Nuno Crato.

O ministro da Educação e Ciência sublinhou, contudo, que é preciso «separar o que são atividades de iniciação à língua inglesa, facultativas e de qualidade muito variável, com aquilo que é o currículo do inglês, que tem de ser algo muito sistemático, com um progresso muito sistemático, com programas, metas, avaliações, e que está neste momento ao longo de cinco anos de escolaridade a ser prosseguido no nosso país».

«Isto é muito importante e isto vai ter efeitos a prazo porque o domínio da língua inglesa é fundamental para a competitividade do nosso país», afirmou Crato.

Questionado sobre o levantamento feito pelo ministério sobre as turmas do 1.º ciclo com oferta de inglês nas Atividades de Enriquecimento Curricular, o governante adiantou que a tutela continua a recolher dados para «ter uma ideia completa do que se passa».

Na quinta-feira, o Ministério da Educação e Ciência adiantou que, segundo os dados já obtidos, cerca de 90 por cento das turmas de 1.º ciclo têm oferta de inglês nas Atividades de Enriquecimento Curricular.