Notícia atualizada às 22:36

As três unidades do Corpo de Intervenção não foram suficientes para conter a força dos milhares de agentes das forças de segurança que, nesta quinta-feira, no final de uma manifestação, forçaram barreira policial e acabaram por subir alguns degraus da escadaria do Parlamento.

Entre avanços e recuos, ficam as imagens de vários momentos de maior tensão que, no entanto, não levaram à invasão do Parlamento, conforme muitos manifestantes tentaram durante cerca de duas horas.

As imagens mostram confrontos corpo a corpo entre agentes fardados e manifestantes, naquela que terá sido a maior manifestação de polícias alguma vez registada em Portugal.

Os ânimos exaltaram-se e o ambiente que se vive na escadaria que dá acesso à Assembleia da República foi descrito pela jornalista da TVI Lara Santos como um barril de pólvora.

A situação levou a PSP a advertir os manifestantes de que tem legitimidade para usar a força. O porta-voz do Cometlis (Comando Metropolitano de Lisboa) da PSP lançou um aviso aos manifestantes que, caso continuem com a intenção de subirem a escadaria, a PSP tem legitimidade para usar a força.

Caso as advertências não resultem a PSP «terá toda a legitimidade para usar a força para garantir a segurança de todos os manifestantes», afirmou o comissário Rui Costa. A PSP já vez várias advertências aos manifestantes para recuarem e para adotarem uma conduta pacífica à frente da Assembleia da República, onde já conseguiram subir até metade da escadaria frontal do parlamento.

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Há pelo menos três feridos nesta manifestação junto ao Parlamento. E pelo menos um manifestante foi detido. Vários petardos foram atirados no meio da massa de manifestantes.