Os três guardas prisionais que ficaram feridos este domingo no Estabelecimento Prisional de Castelo Branco durante a fuga de três reclusos já tiveram alta do hospital.

«Os três guardas prisionais já tiveram alta, mas vão fazer mais exames porque o nível de ferimentos é considerável», disse à TVI Júlio Rebelo, presidente do Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional.

Este responsável queixa-se que este estabelecimento tem uma «falta de homens bastante grave». «Ontem, por exemplo, para 130 reclusos estavam 14 guardas ao serviço, sendo que só seis estavam em contacto direto com os prisioneiros», lamentou, exigindo «pelo menos o dobro do contingente» para assegurar as condições de segurança necessárias.

De acordo com Júlio Rebelo, «o número de agressões a guardas prisionais tem aumentado e o tipo de agressão agravou-se».

Quanto aos três guardas que ontem ficaram feridos, o responsável revelou que um foi «agredido com uma chave de fendas no pescoço e abdómen», a outro «partiram-lhe a cana do nariz e amordaçaram-no numa arrecadação» e ainda atiraram uma guarda prisional ao chão, tendo sido «arrastada por uma perna».

O sindicato confirmou que os três reclusos estavam condenados por crimes como homicídio, tentativa homicídio, burla e furto.