Excesso de peso e uso abusivo da estrutura de cimento. São estas as conclusões de um estudo encomendado pela Câmara de Braga à Universidade do Minho sobre as causas da derrocada do muro, que vitimou três estudantes e feriu quatro a 23 de abril de 2014. O relatório de perícia desenvolvido pelo Departamento de Engenharia Civil refere que o muro não tinha sido construído para aguentar com várias pessoas.

O mesmo documento, que demorou cinco meses a estar concluído, descarta a hipótese de uma enxurrada ou deficiência estrutural da peça. A estrutura, feita em cimento e tijolo, havia sido feita para alocar caixas de correio e não para aguentar o peso de diversas pessoas. Assim, conclui-se que a queda se deveu ao efeito do peso dos estudantes e não a deficiência estrutural.

A Associação Académica da Universidade do Minho considera prematura a divulgação dos resultados do estudo, quando ainda está a decorrer um processo no Ministério Público. Nem a Câmara de Braga nem a Universidade do Minho prestam declarações sobre o relatório, que vai ser enviado para o ministério publico.

Falta agora saber se o processo será arquivado ou se haverá acusação. O processo de investigação decorre no tribunal judicial de Braga, com a audição das testemunhas.