Continua internada no hospital de Faro a bebé de 14 meses retirada no domingo aos pais, de nacionalidade irlandesa. Não por precisar de cuidados médicos urgentes, mas porque as autoridades querem perceber se uma eventual entrega aos pais significa que irá voltar a estar a perigo. Os pais já foram constituídos arguidos.

Primeiro, o ministério público quer analisar os relatórios clínicos e de técnicos de ação social para decidir o futuro da menina de 14 meses.

Foi a GNR que a retirou aos pais ao início da noite de domingo, depois de alertada por hóspedes deste hotel em Albufeira em choque com o que viram: a mãe estava na varanda de um 8º andar, a cambalear, aos encontrões às paredes, com a filha ao colo. Testemunhas também garantiram ter visto os pais a atirar a menina à piscina.

A GNR chamou o INEM, e a mãe acabou por confessar ter dado sedativos à filha, que estava acordada, sem chorar, e com algumas escoriações nas pernas.

Os pais não foram detidos por não ter havido flagrante, mas foram constituídos arguidos por suspeitas de negligência grave.

A TVI sabe que o procurador já deu instruções à comissão de proteção de menores para ouvir os pais. E não tomará decisões enquanto não houver relatórios social. Para já, ordenou que permaneça no hospital. A criança está à guarda, provisória, do tribunal.