As associações de estudantes dizem que o eventual fim da praxe não é tema para ser discutido, já que faz parte da tradição académica e que não pode acabar. Luís Pardal, presidente da Associação Académica de Évora, diz que os estudantes não estão satisfeitos com a forma como a polémica à volta de dois casos tem banalizado a prática das praxes a nível nacional.

«A praxe deve ser feita em consciência e atendendo à responsabilidade social. De uma forma geral, os estudantes de Évora não se identificam muito com esta exposição mediática negativa que ultimamente tem vindo a público. A Universidade de Évora tem a sua tradição e os estudantes podem decidir se aceitam ou não a praxe», afirma Luís Pardal à TVI.

O ministro da Educação, Nuno Crato, recebe na próxima quinta-feira as associações que representam os estudantes, dos estabelecimentos de ensino superior, públicos e privados.

O encontro acontece na sequência de preocupações já manifestadas sobre excessos e consequências das praxes, explica Nuno Crato, em comunicado.

O assunto das praxes será também levado à agenda das reuniões, já previstas nas próximas semanas, com o conselho de reitores e conselho dos institutos politécnicos.