Para o circo, nunca existe Ano Novo. E muito menos Natal, aproveitado para sessões contínuas de espetáculos infantis. Estamos na única altura do ano em que não falta trabalho para os artistas itinerantes. Mas um trabalho precário, contestado e desafiador.
 
Os dias são longos, com todo o tipo de tarefas sem magia. A pressão animalista incomoda a visão circense dos empresários. A burocracia estatal agarra com unhas e dentes tudo o que pode. É ainda um modo de vida arriscado, pelas incertezas da bilheteira e pelas exibições perigosas. Valerá a pena insistir na arte que há muitas décadas percorre as estradas do país?
 
«Não Há Estrelas No Circo» é uma reportagem da autoria de Victor Moura-Pinto, com imagem de João Pedro Matoso e edição de imagem de Lígia van der Kellen e João Ferreira.
 
Pela estrada fora, de Braga ao Funchal, vamos conhecer por que razão o maior espetáculo do mundo está a encolher em Portugal.