Duas das seis vias da Avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa, vão estar suprimidas a partir de 03 de maio e durante três meses, devido às obras do Eixo Central, abrangendo Picoas e Saldanha, anunciou hoje a Câmara.

Falando em conferência de imprensa nos Paços do Concelho, a diretora municipal de Mobilidade e Transportes, Fátima Madureira, explicou que a obra “será feita em [seis] frentes de trabalho, numa totalidade de nove meses”.

Os três meses iniciais serão “os mais complicados”, segundo a responsável, já que nesta altura “vai ser suprimida uma via” em cada sentido na Avenida Fontes Pereira de Melo, para se intervir no separador central.

Das quatro vias restantes, duas (uma em cada sentido) são destinadas a transportes públicos, mas durante este período serão partilhadas com o transporte individual.

Nesta altura, haverá “pessoas que serão apanhadas desprevenidas e que virão para aqui sem absoluta necessidade”, o que pode dificultar o escoamento do trânsito, alertou Fátima Madureira.

Ao mesmo tempo, vão decorrer as intervenções nas avenidas da República (onde as laterais também vão estar suprimidas por três meses) e Elias Garcia.

Nestes locais, haverá repavimentação e a criação de uma ciclovia bidirecional.

Mais à frente, serão precisos seis meses para intervir nos passeios, tornando-os mais largos, mais confortáveis e com mais áreas verdes e de estadia.

Seguem-se os trabalhos junto ao Mercado 31 de Janeiro e em ruas interiores (Viriato, Tomás Ribeiro, Andrade Corvo, Martens Ferrão), terminando no Saldanha. Neste último local, duram quatro meses.

“A obra começará nas extremidades […] e vai-se aproximando até chegar ao Saldanha”, sintetizou Fátima Madureira.

Apesar de haver intervenções ao mesmo tempo, o faseamento das obras vai “minorar o mais possível o impacto das obras”, assegurou.

A diretora municipal apontou como alternativas ao denominado Eixo Central – composto pelas avenidas Fontes Pereira de Melo e da República e pelas praças de Picoas e do Saldanha – o Túnel do Rego e as avenidas 05 de Outubro e Defensores de Chaves.

De acordo com Fátima Madureira, os condutores vão acabar por encontrar “outros caminhos”, como acontece na frente ribeirinha da cidade, onde, apesar das obras do Cais do Sodré, Corpo Santo e Campo das Cebolas, a situação “está estabilizada”.

Acresce que a Câmara pretende reduzir o tráfego de atravessamento no Eixo Central: “Queremos evitá-lo de forma definitiva, queremos que as pessoas descubram vias alternativas na cidade de Lisboa para se deslocarem que podem ser muito mais rápidas”.

Para a autarquia, a maior preocupação é agora com “quem entra na cidade” e não conhece estes caminhos, pelo que vai haver “sinalização dissuasora” em 14 locais.

Ainda assim, “o transporte público será sempre a melhor forma de chegar”, ressalvou a diretora municipal.

Relativamente à questão do estacionamento, muito contestada por moradores, a responsável anunciou a criação de 94 lugares nas avenidas Miguel Bombarda, João Crisóstomo e António José de Almeida.

Presente na ocasião, o comandante da Polícia Municipal de Lisboa, Paulo Caldas, aconselhou os automobilistas a cumprirem “as regras no que diz respeito ao estacionamento em segunda fila”, que é o que “mais preocupa” esta entidade, pois pode impedir a fluidez do tráfego.

As obras estão orçadas em 7,5 milhões de euros.