A federação «Prótoiro» começa hoje a divulgar, através de publicidade colocada na cidade, a corrida de touros que pretende realizar em Viana do Castelo a 18 de agosto mas cuja instalação da arena amovível está indeferida pelo município.

Fonte da «Prótoiro» explicou que arranca hoje uma «campanha de comunicação», através de suportes publicitários verticais, «disseminada pela cidade de Viana do Castelo, com o objetivo de promover a corrida entre os vianenses», nomeadamente o cartel contratado.

Intitulada de «Tourada da Liberdade», esta corrida de touros, a segunda do género nos últimos cinco anos, está agendada para a freguesia de Darque, na cidade de Viana do Castelo, às 17:00 de 18 de agosto, domingo das festas d¿Agonia. Contudo, o pedido de licenciamento apresentado pela «Prótoiro» à Câmara Municipal - que desde 2009 se declarou «antitouradas -, com vista à instalação da arena amovível para 3.300 pessoas, está indeferido, por falta de um plano de mobilidade para o local.

«Indeferimos o licenciamento porque temos muitas dúvidas relativamente às questões de segurança e mobilidade do espaço. Solicitámos à Prótoiro que apresente um plano de mobilidade, visto que é uma via muito estreita, tem uma acessibilidade muito complicada», explicou, há dias, o autarca de Viana do Castelo, José Maria Costa.

A «Prótoiro» já garantiu que vai apresentar o plano de mobilidade, de forma a viabilizar a corrida de touros em Viana do Castelo, o que ainda não aconteceu, apesar de reconhecer a situação.

«É a preocupação com a segurança dos vianenses e espetadores no decorrer da tourada, preocupação da qual a «Prótoiro» partilha», afirma fonte daquela federação das associações taurinas.

Acrescenta que vai «fazer a entrega da documentação requerida» e que «para já» não avançará «com nenhuma medida judicial», desde «que se mantenha» o «clima de cooperação».

Segundo José Maria Costa, do pedido de licenciamento para a instalação desta arena, que a «Prótoiro» entregou na Câmara, «não constava qualquer plano de mobilidade» para o local, cujo acesso não permite o cruzamento de viaturas.

«Não há lugares para estacionamento, não há lugares para serviços de emergência e temos de garantir as condições de segurança, nomeadamente a rápida acessibilidade de bombeiros e de serviços de emergência médica, se for necessário», apontou ainda José Maria Costa.

Em causa estão terrenos privados na freguesia de Darque, na margem esquerda do rio Lima, numa área conhecida localmente como a «Seca do Bacalhau».

O autarca tinha já classificado esta pretensão da «Prótoiro» como uma «provocação», mantendo a intenção de impedir que se repita o que aconteceu em 2012, ano em que a corrida aconteceu mesmo, mas na freguesia de Areosa, alegando a falta de tradição local e a defesa dos direitos dos animais.

Por proposta da maioria PS, a Câmara de Viana do Castelo aprovou em fevereiro de 2009 uma declaração afirmando-se como «antitouradas», garantindo travar o licenciamento deste tipo de espetáculos sempre que tal dependesse de autorização municipal.