Oito arguidos foram condenados e um absolvido no processo de tráfico de 20 toneladas de haxixe apreendidas no interior de um pesqueiro português no mar Mediterrâneo, em águas internacionais.

Segundo a leitura do acórdão do processo, o cabecilha da rede foi condenado a nove anos e 4 meses de prisão por dois crimes: tráfico de droga e falsificação de documentos, enquanto os restantes arguidos foram condenados a penas que variam entre os cinco anos e os sete anos de prisão.

O principal arguido, um homem de 61 anos, natural do concelho de Caminha e desde 1989 também com nacionalidade espanhola, estava acusado e pronunciado, pela prática, em coautoria material e em concurso real, de um crime de tráfico de estupefacientes agravado, de um crime de associação criminosa, e ainda, em autoria material de um crime de branqueamento, um crime de falsificação, e um crime de incêndio.

Após a leitura da sentença, os advogados de ambos os arguidos anunciaram que iriam apresentar recurso para o Tribunal da Relação de Guimarães, tendo solicitado a prorrogação, para 60 dias, do prazo estabelecido para apresentação dos argumentos.

A pretensão dos mandatários foi acolhida pela juíza que presidiu ao coletivo juízes que julgou este caso.

Outros cinco arguidos do caso foram também condenados a penas que oscilam entre cinco anos e dois meses de cadeia e os seis anos e dois meses de prisão.

Os restantes dois arguidos foram absolvidos.