O Tribunal de Viana do Castelo está a julgar quatro pessoas acusadas do furto e recetação de artigos religiosos em metal, levados de 40 sepulturas do cemitério de São Romão de Neiva, naquele concelho.

Segundo a acusação deduzida pelo Ministério Público, consultada hoje pela agência Lusa, o furto aconteceu durante a madrugada de 24 de agosto de 2011 e visou «artigos funerários e religiosos em metal» que se encontravam no interior do cemitério.

Terão levado estátuas, imagens, crucifixos e candeeiros, de bronze, cobre e latão, de várias dimensões, avaliados em 14.695 euros, de um total de 40 sepulturas e jazigos.

Três dos arguidos - dois destes estão detidos à ordem de outro de processo -, de idades compreendidas entre os 28 e os 34 anos, estão acusados, em coautoria material e na forma consumada, de um crime de furto qualificado.

Uma mulher de 38 anos, casada com um dos arguidos, está igualmente acusada neste processo, mas pela autoria material e na forma consumada do crime de recetação de uma das peças furtadas.

A venda do material furtado, a um estabelecimento de comércio por grosso de sucatas e desperdícios metálicos de Braga, concretizada segundo a acusação entre 26 de agosto e 06 de setembro, terá rendido 664,60 euros.

O Ministério Público afirma que os três homens acusados da prática do crime de furto qualificado agiram «voluntária, livre e conscientemente, por mútuo acordo e em conjugação de esforços» para «se apoderarem» daquelas peças.

Além disso, estavam «cientes» que se tratava de «haveres de valor alto, afetos à veneração da memória dos mortos e colocados em jazigos de um cemitério público», um «recinto fechado» ao qual não podiam aceder.

Os arguidos têm residências conhecidas nos concelhos de Viana do Castelo, Ponte de Lima e Barcelos, e relações familiares entre si.

A próxima sessão deste julgamento, no Tribunal Judicial de Viana do Castelo, está agendada para 30 de outubro, pelas 14:30.