A Câmara de Ílhavo emitiu hoje um comunicado sobre avistamentos de vespas asiáticas no concelho, em que esclarece que apenas um caso foi confirmado, tendo sido destruído o respetivo ninho.

“Não existe nenhuma situação grave de vespa asiática no nosso Município. Ao longo dos últimos dois anos, a presença desta espécie invasora tem sido controlada pelo Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) de Ílhavo, que atendeu diversos contactos de suspeita de vespa asiática, e apenas num, no passado mês de agosto, se confirmou essa suspeita, localizada em S. Salvador”, refere a autarquia, em comunicado.

Segundo o esclarecimento municipal, uma empresa especializada, procedeu à eliminação do ninho, que era de pequenas dimensões, cumprindo as diretrizes do “Plano de Ação para a Vigilância e Controlo da Vespa Velutina [Vespa Asiática] em Portugal”.

De acordo com a autarquia, na última semana foram feitos alguns avistamentos da vespa asiática por apicultores, sendo um nas Ervosas e outro na Gafanha de Aquém, que viram as suas colmeias atacadas, mas não há confirmação da presença de ninhos de vespas.

“Nestes dois casos, foi fornecida informação aos apicultores para a colocação de armadilhas para as vespas, de modo a poderem proteger as suas abelhas”, esclarece a Câmara, advertindo que a destruição não controlada de ninhos de vespa asiática “fomenta a propagação de novos ninhos, sendo contraproducente”

Salientando que a eliminação de ninhos de vespa asiática “é da única e exclusiva responsabilidade do Serviço Municipal de Proteção Civil, que coordena a operação de exterminação”, a autarquia aconselha a que, em caso de presença de ninho suspeito na área do Município, seja contactado o Serviço Municipal de Proteção Civil de Ílhavo (234 329 605), solicitando-se, caso seja possível, o envio de fotografias do ninho e/ou das vespas, devendo a confirmação da espécie de vespa “ser feita antes da destruição do ninho”.

O presidente da Junta de Freguesia de São Salvador, João Campolargo, disse à Lusa que na quinta-feira foi comunicado o aparecimento de um ninho que se pressupunha ser de vespas asiáticas, na Gafanha da Boavista.

Já na terça-feira, um apicultor da Gafanha de Aquém, mais a norte, havia alertado para a presença de vespas asiáticas junto às suas colmeias.

“O primeiro caso confirmou-se corresponder à vespa asiática, depois da Junta de Freguesia ter contactado o SEPNA e ter sido feita a verificação, após o apicultor ter comunicado à autarquia.

“Já se sabia que havia no norte do país este tipo de vespa, que normalmente ataca outros insetos. Aparecem muitas vezes em frente às colmeias e foi por isso que o apicultor as viu. Deparou-se com um tipo de inseto diferente do que estava habituado e quando matou uma procurou saber o que era”, relatou o presidente da Junta.

A picada da vespa asiática, também conhecida como "vespa assassina", pode provocar uma reação alérgica grave, em casos extremos mortal, e foi detetada pela primeira vez em Portugal em 2011, no norte, mais propriamente em Viana do Castelo.

Maior do que a vespa europeia, a vespa asiática distingue-se pelas patas de coloração amarela e terá chegado à Europa em 2005, num navio que transportava madeira da Ásia e atracou no porto francês de Marselha.