A madrugada desta sexta-feira foi mais calma para a Proteção Civil, depois de um dia de quinta-feira complicado e com interdições das zonas junto ao mar no Algarve e o corte da avenida Marginal (Lisboa/Cascais), reaberta durante a noite.

O comandante Miguel Oliveira, da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), disse à agência lusa que “a noite foi calma, sem aquele número de ocorrências que tem sido registado desde o dia 27”

Em Faro e Setúbal, que durante o dia de quinta-feira foram dos distritos mais afetados, a situação também normalizou.

“As situações foram sendo resolvidas, como na Marginal, mas há outras, como a Trafaria, que vão precisar de alguns dias”, afirmou Miguel Oliveira. O mesmo responsável acrescentou que “as ações iniciais foram tomadas, os estragos identificados e agora é necessário algum tempo e a melhoria das condições para [as situações] irem sendo resolvidas”

A Proteção Civil registou entre as 18:00 de terça-feira e as 20:00 de quinta-feira 1.157 ocorrências devido ao mau tempo em Portugal continental, com a agitação marítima a ser uma preocupação para as próximas horas.

A situação ao longo da noite foi mais tranquila do que durante a tarde, com uma diminuição das ocorrências. Até às 20:00 de quinta-feira foram registadas 1157 ocorrências, cujas principais foram quedas de árvores, limpezas de vias devido à queda de neve, quedas de estruturas e inundações, incluindo alguns galgamentos costeiros”, disse fonte da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Segundo a ANPC, Lisboa foi o distrito com mais ocorrências, registando 179, enquanto Viseu teve 167 ocorrências e Faro 132.

Até ao momento temos um ferido, uma mulher de 37 anos, em Beja, que foi atingida na queda de uma tenda devido ao vento forte e foi transportada para o hospital em estado grave”, explicou.

 

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A ANPC vai continuar em alerta até às 20:00 de hoje, com a agitação marítima a ser uma das principais preocupações para as próximas horas.

A agitação marítima mantém-se, com a intensidade e energia das ondas a ser elevada. São esperadas ondas que podem ir até aos cinco ou seis metros e provocar danos ou cortes de vias”, explicou.

Segundo a mesma fonte, a ANPC está a acompanhar a situação com “especial atenção”.

“Estamos no terreno, a monitorizar a situação e a vigiar. A preia-mar vai ocorrer entre as 02:30 e as 03.30 e as zonas de Almada, Cascais e Oeiras são as que podem trazer mais problemas”, explicou.