A Câmara de Lisboa discute na quarta-feira a colocação em hasta pública dos terrenos da antiga Feira Popular, por um valor base de 135,7 milhões de euros, esperando que o montante seja potenciado.

Para chegar a este valor, que contempla 944,24 euros por metro quadrado, a autarquia (de maioria socialista) considerou a média aritmética das três avaliações externas com valor mais elevado, descartando outras duas de valores inferiores, segundo a proposta assinada pelo vereador do Urbanismo da capital, Manuel Salgado, a que a agência Lusa teve hoje acesso.

As cinco avaliações imobiliárias foram efetuadas em março deste ano, “sempre de acordo com o estudo e informação urbanística emitida pelo Departamento do Planeamento Urbanístico”, lê-se.

O valor em causa é o “mínimo a que […] qualquer candidato terá de obedecer para participar na licitação, deixando margem para que a concorrência efetivamente funcione em hasta pública e, por essa via, se potencie o valor final de venda”, frisa o município, sem apontar uma data para a alienação.

Por ter um valor acima de 505 mil euros, a venda terá de ser depois aprovada pela Assembleia Municipal de Lisboa.

O terreno da antiga Feira Popular, com uma área de construção de 143 mil metros quadrados que abrange as avenidas das Forças Armadas, da República e 5 de Outubro, foi colocado em pré-anúncio de venda na Internet em março passado. Na informação divulgada, são apresentados como possíveis usos a habitação, o comércio, os serviços e a hotelaria.

Em março de 2014, a Assembleia Municipal de Lisboa autorizou a Câmara a pagar cerca de 101 milhões de euros à empresa Bragaparques para a aquisição dos terrenos da antiga Feira Popular e do Parque Mayer.

Na origem deste processo está a permuta, há uma década, de parte dos terrenos da antiga Feira Popular (então propriedade municipal) pelos do Parque Mayer (que pertenciam à Bragaparques).

A Feira Popular abriu para a sua última temporada a 28 de março de 2003.