Portugal vai receber novas doses da vacina contra a tuberculose ( BCG) de forma faseada entre final de outubro e fevereiro de 2016, o que permitirá vacinar cerca de 160 mil crianças, incluindo todas as nascidas este ano.

As dificuldades de fornecimento desta vacina, que começaram em março, estão ligadas a problemas com a produção no único laboratório que fabrica a vacina para a Europa, um laboratório público na Dinamarca.

Segundo um comunicado hoje divulgado pela Direção-geral da Saúde ( DGS), o produtor da vacina prevê fornecer de forma faseada 24 mil frascos multidose de BCG entre fim do próximo mês e fevereiro do próximo ano.

“As doses de BCG que serão recebidas pelos serviços de saúde permitem vacinar cerca de 160 mil crianças, incluindo todas as crianças nascidas em 2015”, refere a DGS, acrescentando que a administração das vacinas será organizada pelos hospitais e centros de saúde de todo o país.


Assim, os pais dos bebés que ainda não foram vacinados com a BCG serão contactados pelo respetivo centro de saúde para vacinar os seus filhos.

A regularização do fornecimento devia ter acontecido no início de agosto, mas, segundo informação dada na altura pela DGS, os lotes da vacina não revelaram conformidade de segurança total.

A Direção-Geral de Saúde (DGS) tem insistido que o problema de fornecimento da BCG “não constitui risco para a saúde pública”, até porque a prevenção e o controlo da tuberculose se baseia em várias medidas, “além da vacinação dos recém-nascidos”.


A única vacina BCG que está autorizada em Portugal, e na maioria dos países europeus, é produzida por um laboratório público da Dinamarca, mas, nos últimos anos, o fornecimento da vacina tem sofrido interrupções de duração variável.

Esta vacina tem um prazo de validade mais curto do que as outras vacinas do Programa Nacional de Vacinação, não permitindo armazenamentos de longo prazo.

Entretanto, o Ministério da Saúde já anunciou que está a ser avaliada a retirada da vacina BCG do Programa Nacional de Vacinação, com especialistas a defenderem que Portugal está em condições de suspender a administração universal da vacina, mantendo a vacinação a grupos de riscos.