A Direção-Geral da Saúde pondera avançar com a vacinação contra a gripe ao domicílio, sobretudo para os idosos que não se podem deslocar aos centros de saúde, afirmou esta quinta-feira o diretor da entidade, Francisco George, durante a apresentação do relatório sobre doenças respiratórias em Portugal.

«Estamos a equacionar a vacinação no domicílio daqueles que não se podem deslocar aos centros de saúde no contexto das visitas domiciliárias dos enfermeiros», afirmou o diretor-geral da Saúde.

O aumento da taxa de cobertura da vacina contra a gripe é precisamente uma das recomendações deste relatório, que aponta para um aumento da incidência das doenças respiratórias, sobretudo nos idosos.

A diretora do Programa Nacional das Doenças Respiratórias, Cristina Bárbara, considerou que o isolamento da população mais velha pode ser um fator para agravar problemas respiratórios, vincando que as causas sociais contribuem para a elevada mortalidade destas patologias.

Em relação à vacinação contra a gripe, Francisco George lembrou que este é o segundo ano em que as vacinas são gratuitas nos centros de saúde para pessoas a partir dos 65 anos, com um milhão de doses a serem disponibilizadas, além das 800 mil que são vendidas nas farmácias mediante receita médica. George reiterou, ainda, que a meta é atingir os 60% de cobertura de vacinação nesta população, valor que a DGS quer transformar em 75%.

Além dos idosos, grávidas a partir das 12 semanas, pessoas entre os 60 e os 64 anos e doentes crónicos (sobretudo do foro respiratório) são outros grupos a quem está recomendada a vacina.