O Centro de Saúde de Pombal vai funcionar em 40 contentores a partir de dia 01 de setembro e durante um ano, período em que vão decorrer as obras de ampliação e requalificação da unidade, revelou hoje o município.

Segundo fonte da Câmara de Pombal, as mudanças para os monoblocos, localizados no parque de estacionamento contíguo à unidade de saúde, vão ser realizadas entre os dias 29 de agosto e 01 de setembro, prevendo-se que na tarde deste dia já possam decorrer consultas.

«O objetivo é que no dia 02 de setembro o centro de saúde esteja a funcionar com normalidade», explicou a mesma fonte, ressalvando que a «rapidez do processo de transferência dos meios para os contentores vai depender de questões técnicas, como eletricidade ou telecomunicações».

Nos monoblocos, vai ficar concentrada «a maioria da atividade assistencial médica», como «consultas, serviços de enfermagem e Gabinete do Cidadão», adiantou a Administração Regional de Saúde do Centro (ARS-Centro).

Já no 1.º andar do edifício do parque de estacionamento São Sebastião, cedido pela autarquia provisoriamente, «ficarão os serviços de coordenação e gestão, aprovisionamento, os serviços concelhios de Saúde Pública e a Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados», adiantou a ARS-Centro.

«Ambas as estruturas estão perfeitamente adaptadas às necessidades para o normal funcionamento dos serviços», garantiu aquela entidade.

Os trabalhos de requalificação e ampliação ¿ esta iniciada em julho - do centro de saúde de Pombal são um investimento elegível de 1,2 milhões de euros, tendo financiamento comunitário de cerca de um milhão de euros.

«Dos 15% da comparticipação nacional, o município encarrega-se da componente de aquisição de material e a ARS-Centro encarrega-se da componente da construção», informou a autarquia, que assume, ainda, o custo do aluguer dos contentores, de 74.800 euros.

Em janeiro, em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Pombal, Diogo Mateus, afirmou que o projeto «foi desenvolvido para salvaguardar duas unidades de saúde familiar em Pombal, que vão partilhar o mesmo espaço, mas que, funcionalmente, trabalharão de forma autónoma».

A requalificação do edifício passa pela substituição da cobertura, janelas e portas, da renovação do sistema de saneamento, eletricidade e água, isolamento das fachadas ou a instalação de um novo elevador. Todo o equipamento vai ser, também, renovado.

«Temos, também, a integração dos serviços do ex-Instituto da Droga e da Toxicodependência, que funcionam em instalações arrendadas há 16 anos, pelo que deixa de haver esse encargo municipal», explicou Diogo Mateus.

De acordo com informação da autarquia, no rés-do-chão do edifício, remodelado e ampliado para terreno municipal, está prevista a criação de cinco gabinetes médicos e instalações destinadas ao Centro de Apoio à Toxicodependência.

O primeiro piso passa a comportar 12 gabinetes médicos e uma área destinada à saúde materna e infantil, além de outros espaços.