O pico da epidemia de gripe já terá sido atingido. Embora a tendência seja que a atividade gripal comece a decrescer nas próximas semanas, a diretora-geral de Saúde admite que existe “pressão” na procura de cuidados de saúde.

Teremos na maior parte das regiões e na maior parte do país atingido já o pico e estaremos na situação de decrescer a atividade gripal e essa é apesar de tudo uma boa notícia”.

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Em conferência de imprensa para fazer um balanço da atividade gripal no país, que ainda se encontra em fase epidémica, Graça Freitas disse que “continua a haver pressão” nos internamentos, na procura de cuidados de saúde, quer urgências, quer cuidados de saúde primários, quer ainda a Linha de Saúde 24. Ainda assim, também nestes indicadores a tendência é decrescente. 

Tudo está a tender para uma situação mais normal, [com] boa capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde”.

A atividade gripal “ficou aquém do que se verificou no ano passado, o que não é de estranhar dado as características do vírus predominante em circulação”, do tipo B, menos agressivo do que o de tipo A e que geralmente tem associada uma atividade gripal menos intensa.

Mil mortes em três semanas

Nas primeiras três semanas morreram 1.000 pessoas, “o que é normal para a atividade gripal” registada. Um número mais baixo do que os cinco mil registados no ano passado. “Também em impacto na mortalidade esta época não foi uma época de grande gravidade”, considerou Graça Freitas.

De acordo com os dados do último boletim de vigilância epidemiológica da gripe, na semana entre 8 e 14 de janeiro houve 10 casos de internamento em cuidados intensivos reportados pelas unidades hospitalares, maioritariamente devido a vírus da gripe de tipo A.

A diretora-geral de Saúde entende que “há que desmistificar a gravidade da gripe A”, que agora é “uma gripe absolutamente normal”.

“Foi grave em 2009 quando apareceu, agora é um vírus igual aos outros residentes que circulam na natureza”, disse Graça Freitas, explicando que quando surgem em circulação os vírus têm capacidade de gerar uma situação pandémica como a que se viveu em 2009, mas que rapidamente o corpo humano cria defesas e imunidade.

Graça Freitas referiu também que há vários outros vírus em circulação, que provocam “as habituais constipações” e doenças infecciosas respiratórias, os quais também têm levado muitas pessoas a procurar cuidados de saúde.

Parece que a pior fase do inverno já terá passado. Vamos esperar, de qualquer maneira, pelas próximas semanas. O vírus da gripe é traiçoeiro, pode ainda sofrer alguma alteração, as temperaturas podem ainda descer e pode haver algum fenómeno estranho. Se não houver fenómenos estranhos tenderemos para a normalidade”.