A queda de uma grua numa obra na Universidade de Évora, esta manhã, fez três vítimas: um morto, um ferido grave e ainda um ferido em avaliação. A grua transportava trabalhadores que estavam a cortar plátanos.

Segundo adiantou fonte do CDOS de Évora, o acidente ocorreu às 10:44, dentro do espaço da universidade, quando a «máquina industrial tombou» e atingiu três trabalhadores. 

«Há um morto, um ferido transportado para o hospital e um ainda em avaliação no local», explicou. 

As vítimas foram transportadas para o Hospital de Évora.

O ferido ligeiro é o operador de grua.

Prestaram socorro às vítimas, 10 bombeiros da corporação de Évora, apoiados por três veículos e a viatura médica de emergência e reanimação (VMER) do Hospital do Espírito Santo de Évora, tendo estado no local o Comandante Municipal de Proteção Civil e elementos da PSP.

A União de Sindicatos do Distrito de Évora (USDE) exige um «rigoroso apuramento de responsabilidades» do acidente de trabalho.

«Todas as entidades envolvidas têm responsabilidades específicas, pelas quais terão de prestar contas, sendo que os inquéritos instaurados terão de ser conclusivos», adverte a USDE, afeta à CGTP, em comunicado enviado à agência Lusa.

A união de sindicatos assinala que «2014 ficou marcado, um pouco por todo o país, como um ano trágico em acidentes de trabalho», sendo que, no distrito de Évora, registou-se «mais de uma dezena de acidentes mortais».

«A crise económica e social, o elevado desemprego e o empobrecimento generalizado da população estão a pôr em causa os direitos dos trabalhadores e a deteriorar as suas condições de trabalho, inclusive em matéria de segurança e saúde no trabalho», pode ler-se no documento.

Tanto a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) como a própria Universidade de Évora já anunciaram a abertura de inquéritos para averiguar as causas do acidente de trabalho.