Por: tvi24 / SM | 1- 11- 2010 15: 25
O sistema de bolsas no ensino superior é agora «nacional» e «mais transparente», garantindo que quem tem rendimentos elevados
não receberá ajuda, diz o presidente do Conselho de Reitores. Contudo, admite que os prazos apertados poderão também excluir
estudantes com direito ao apoio.
António Rendas, presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas
(CRUP), reconhece desconhecer quantos estudantes vão perder as bolsas na sequência das alterações aos critérios de candidatura
às bolsas de acção social escolar que entraram em vigor este ano lectivo.
Algumas associações académicas queixaram-se
de que perto de dez mil alunos foram excluídos das bolsas por não conseguirem cumprir os prazos de candidatura demasiado apertados.
«Estamos a fazer as contas. As normas técnicas já foram publicadas», disse António Rendas em entrevista à agência Lusa.
Referindo
que a Universidade Nova de Lisboa, da qual é reitor, tem uma percentagem «não muito grande» de bolseiros ¿ cerca de dez por
cento dos alunos ¿, António Rendas indicou ter tido a informação dos serviços sociais de que «não vai haver prejuízo nenhum,
ou seja, os estudantes não vão perder bolsas».
No entanto, o presidente do CRUP sublinha que agora os estudantes
vão ter é de, como qualquer cidadão, cumprir as regras do jogo: vão ter de preencher os formulários de forma séria e correcta.
Para tal, assegura que os alunos «vão ter ajuda» e espera para fazer o balanço no próximo ano.
«Eu não sei responder
exactamente quantos estudantes vão perder as bolsas. Isso vai ser heterogéneo no país, porque há universidades que têm um
número muito maior de bolseiros, mas o que eu acho é que o sistema passou a ser mais transparente, passou a ser nacional»,
afirmou, explicando que o novo modelo impede disparidades no valor das bolsas conforme a região do país.
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