A Unicef Portugal lançou hoje um ‘Manifesto pelas Crianças’ em que apela aos candidatos às eleições legislativas para que coloquem as crianças no centro da agenda política dos próximos quatro anos.

O Manifesto da Unicef Portugal pelas Crianças sintetiza os aspetos que a organização considera prioritários para a realização dos direitos das crianças e apresenta propostas para que todas tenham as “mesmas oportunidades”.

A Unicef Portugal refere, em comunicado, que o manifesto já foi apresentado de “forma detalhada” à maioria dos partidos com assento parlamentar numa ronda de reuniões, mas considera que “as eleições são uma oportunidade para que os candidatos se comprometam na defesa efetiva dos direitos das crianças” que vivem em Portugal


“Ainda que a maioria dos programas eleitorais aborde algumas dessas questões, as eleições legislativas representam uma oportunidade não apenas para debater mas, sobretudo, para transformar os compromissos políticos em medidas concretas e resultados para as crianças e adolescentes”, sustenta a organização.


No manifesto, a Unicef identifica nove áreas prioritárias e apresenta propostas, como a “adoção de uma política ambiciosa e abrangente para as crianças”, a proteção das crianças em situação de pobreza e contra todas as formas de violência e “o investimento numa educação de qualidade para todas as crianças”.

“Dado que a vida das crianças é diariamente afetada pelas leis, políticas e decisões de caráter social, financeiro ou outro do seu país, as medidas e os investimentos no bem-estar e desenvolvimento dos cidadãos mais jovens traduzem-se, a médio e longo prazo, em ganhos significativos para as famílias, as comunidades e a população em geral”, defende no comunicado.


Para a diretora Executiva da Unicef Portugal, Madalena Marçal Grilo, “a verdadeira medida do estado de uma nação está na forma como cuida das suas crianças”.

“Os dados mostram que em Portugal há ainda muito a fazer para pôr fim às disparidades e aos problemas com que se debatem muitas crianças, em especial as que se encontram em situação de maior vulnerabilidade, pondo em causa os seus direitos fundamentais”, sublinha Madalena Marçal Grilo.