Portugal tem dois projetos nomeados para o Prémio de Arquitetura Contemporânea da União Europeia Mies van der Rohe 2015, anunciou hoje a Comissão Europeia, que divulgou a lista dos 40 candidatos selecionados.

Os dois projetos portugueses são o Centro de Artes Contemporâneas da Ribeira Grande, nos Açores, de João Mendes Ribeiro, e o Centro de Remo de Alta Competição em Vila Nova de Foz Côa, do arquiteto Álvaro Fernandes Andrade (SpaciaAr-TE), refere uma nota da Comissão Europeia.

Os projectos portugueses integram a lista de obras escolhidas pelo júri, presidido pelo arquiteto italiano Cino Zucchi, daquele que é considerado o mais importante prémio europeu para a Arquitectura, promovida pela Fundação Mies van der Rohe e pela Comissão Europeia.

Em dezembro passado, a fundação anunciou uma primeira lista com 420 nomeados, cujos projetos estão expostos na Escola de Arquitectura de Barcelona até 19 de Março e que incluía 19 obras de arquitectos portugueses.

Os 40 projectos agora seleccionados vão ainda ser submetidos a uma nova escolha para apurar cinco finalistas, que serão anunciados no final deste mês, em Londres, sendo o vencedor do prémio anunciado a 08 de maio, em Barcelona.

A edição deste ano do Prémio Mies van der Rohe terá, pela primeeira vez, um galardão destinado a um Jovem Talento de Arquitetura, com um valor de 20.000 euros. O prémio principal é de 60.000 euros.

«A actual edição confirma a elevada qualidade da arquitectura europeia, o seu potencial criativo e inovador e a sua capacidade de adaptação às mudanças sociais, económicas e políticas», disse Antoni Vives, presidente da Fundação Mies van der Rohe, citado no comunicado desta instituição que anuncia a presente shortlist.

O Prémio Mies van der Rohe foi lançado em 1987, numa parceria da Fundação Mies van der Rohe com a Comissão Europeia, e, em 1988, no primeiro ano de atribuição do prémio, o galardão foi entregue a Álvaro Siza, pelo edifíco do antigo Banco Borges & Irmão, em Vila do Conde.