Militares da GNR detetaram 2.552 imigrantes ilegais e detiveram 11 pessoas no decorrer das missões internacionais que integram de combate à imigração ilegal na União Europeia, indicou hoje aquela força de segurança.

A Guarda Nacional Republicana, através da Unidade de Controlo Costeiro (UCC), participa em três missões internacionais de combate à imigração ilegal da agência Frontex (Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia), com um total de 16 elementos.

O capitão Paulo Gomes, da UCC, disse à agência Lusa que os 16 militares da GNR participam em operações, desde o fim de maio, na Bulgária, Grécia e Hungria com a missão de detetar e encaminhar, através das autoridades locais, os imigrantes ilegais para os centros de acolhimento.

Estas operações da Frontex têm como objetivo proceder “ao salvamento de vidas humanas no mar Mediterrâneo e detetar ilícitos relacionados com a imigração ilegal e com o tráfico de seres humanos”, adiantou.

Paulo Gomes afirmou que a Europa está a sofrer uma pressão muito elevada de imigrantes ilegais, tendo as autoridades desses país pedido apoio à Frontex na localização desses imigrantes e controlo de fronteiras da Europa.

Segundo a GNR, os militares da GNR detiveram, desde o início das missões, 11 pessoas por crimes relacionados com o tráfico de seres humanos e o auxílio à imigração ilegal e detetaram 2.552 imigrantes ilegais, dos quais cerca de 50 por cento tiveram necessidade de serem socorridos.

Os militares da GNR vão estar na Bulgária e Hungria até 19 de agosto e na Grécia até ao final do mês.