A UNESCO classificou esta quinta-feira os “Bonecos de Estremoz” como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Os “Bonecos de Estremoz”, com mais de 300 anos de história, pertencem a uma arte de caráter popular.

A produção é o primeiro figurado do mundo a merecer esta distinção, na sequência da candidatura apresentada pela Câmara Municipal de Estremoz, no distrito de Évora. 

Mas a lista portuguesa já vai longa. Veja aqui quais são os outros Patrimónios da Humanidade portugueses:

Fado

A 27 de novembro de 2011, o fado foi considerado Património Imaterial da Humanidade, decorrente da decisão tomada durante o VI Comité Intergovernamental da Organização da ONU para a Educação, Ciência e cultura. Ficou assim reconhecida a importância deste género musical como parte da identidade cultural de Portugal.

Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém, Convento de Cristo, Mosteiro da Batalha, centro histórico de Angra do Heroísmo

A UNESCO decidiu em Florença, em dezembro de 1983, a classificação simultânea dos quatro locais portugueses como Património Mundial. As justificações apresentadas no relatório do comité foram diversificadas, mas foram comuns os elogios à construção.

Mosteiro de Alcobaça

No final de de 1989, o Mosteiro de Alcobaça foi introduzido nas listas de locais classificados como Património Mundial, por constituir uma das mais importantes abadias cistercienses europeias, atendendo também ao seu estado de conservação e à sua arquitetura.

Universidade de Coimbra

No ano de 2013, no dia 22 de junho, a Universidade de Coimbra foi considerada Património Mundial da UNESCO. Foi a única universidade portuguesa durante séculos, afirmando uma identidade cultural na cidade do rio Mondego.

Cante alentejano

A 27 de novembro de 2014, o canto coletivo sem recurso a instrumentos e que incorpora música e poesia foi classificado como Património Imaterial da Humanidade.

Centro histórico do Porto

Em dezembro de 1996, o centro histórico do Porto foi inscrito como Património Mundial, devido ao testemunho que muitos dos edifícios históricos e a arquitetura urbana detêm da evolução da cidade ao longo dos últimos anos.

Centro histórico de Guimarães

A preservação do centro histórico de Guimarães foi um dos motivos que lhe permitiu, no final de 2001, entrar para a lista de Património Mundial.

Centro histórico de Évora

Foi o quinto espaço português a ser classificado como Património Mundial da UNESCO, em novembro de 1986. De acordo com os critérios da organização, é um exemplo de uma construção que ilustra um período significativo da história da humanidade.

Paisagem cultural de Sintra

Em dezembro de 1995, a UNESCO incluiu a paisagem cultural de Sintra na lista, devido ao valor universal, que representa uma abordagem pioneira ao paisagismo Romântico, com grande influência nos desenvolvimentos de outras partes da Europa.

Sítio Pré-histórico de Arte Rupestre do Vale do Rio Côa

A 22ª sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO assistiu, no fianl de 1998, à classificação dos Sítios pré-históricos de Arte Rupestre do Vale do Rio Côa e de Siega Verde, em Espanha. 

Floresta Laurissilva da Madeira

No final de 1999, o Comité do Património Mundial da UNESCO aceitou a entrada da Floresta Laurissilva da Madeira na lista.

Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico

Em 2004, a 2 de julho, a paisagem da Cultura e da Vinha da Ilha do Pico, nos Açores, foi considerada Património Mundial.

Fortificação abaluartada de Elvas

A maior fortificação abaluartada do mundo foi classificada como Património Mundial no dia 30 de junho de 2012. Remonta ao reinado de D. Sancho II (1243-1248), com um perímetro de oito a dez quilómetros e uma área de 300 hectares.

Dieta mediterrânica

A 4 de dezembro de 2013, a dieta mediterrânica foi considerada pela UNESCO como Património Imaterial da Humanidade.

Chocalhos de Portugal

A UNESCO classificou o fabrico de chocalhos em Portugal como Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente a 1 de dezembro de 2015. É o ofício e manifestação cultural com maior expressão a nível nacional no Alentejo.

Barro preto de Bisalhães

O processo de fabrico do barro preto de Bisalhães, em Vila Real, foi inscrito na lista do Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente pela UNESCO, em 29 de novembro de 2016.

Falcoaria portuguesa

No ano passado, a 30 de novembro, foi também considerada pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade a falcoaria portuguesa, após a candidatura apresentada pelo município de Salvaterra de Magos, no distrito de Santarém.