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Lisboa em protesto contra as execuções por lapidação

Cerca de 150 pessoas pedem a a libertação de Sakineh Mohammadi-Ashtiani

Por: Redacção / CLC  |  28- 8- 2010  20: 35

Sakineh Mohammadi-Ashtiani

Cerca de 150 pessoas juntaram-se este sábado, em Lisboa, numa iniciativa contra as execuções no Irão e pedindo a libertação de Sakineh Mohammadi-Ashtiani, uma mulher condenada à morte por lapidação.

Os organizadores, pegando em cartazes com letras impressas, formaram junto à estátua no Largo de Camões a frase «stop executions in Iran» [acabem com as execuções no Irão] e a eles juntaram-se manifestantes e curiosos, estes acabando por aderir à iniciativa.

«Para mostrar que não somos indiferentes», porque «a morte por lapidação é desumana», como disseram à agência Lusa alguns manifestantes, que passados cerca de 30 minutos após o início da manifestação se aproximavam já de uma centena.

Sakineh Mohammadi-Ashtiani, a mulher condenada à morte por lapidação pelas autoridades iranianas, é «um nome e um rosto» para mobilizar as pessoas contra as execuções no Irão, como disseram os organizadores por detrás do megafone que se fazia ouvir por todo o largo.

Paula Cabeçadas, uma das promotoras da iniciativa, sustentou, em declarações à agência Lusa, que «Lisboa não podia deixar de se juntar ao movimento mundial de protesto contra a execução e pedindo que a sentença seja a da libertação».

Os organizadores foram lendo textos lembrando que, em «2009, segundo a Amnistia Internacional, houve 388 execuções no Irão, confirmadas pelas autoridades locais», e admitindo que os números reais sejam muito superiores.

Entre as pessoas que responderam ao apelo, feito por um conjunto de cidadãos através da Internet, para se juntarem à iniciativa estavam a deputada e actriz Inês de Medeiros e a eurodeputada Edite Estrela. Em Paris, cerca de 300 pessoas também se concentraram hoje contra a decisão de condenar à morte por lapidação a iraniana Sakineh Ashtiani-Mohammadi.

O Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros reafirmou hoje que nenhuma decisão final está tomada sobre a lapidação de Sakineh Mohammadi-Ashtiani, condenada por adultério e morte, sublinhando que a aplicação da pena foi suspensa e que o veredicto está «em fase de análise».

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