O Ministério Público (MP) requereu o julgamento em tribunal coletivo de um arguido acusado de sete crimes de roubo a dependências bancárias em Lisboa, informou hoje a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

Segundo a PGDL, «o arguido aparentava usar uma arma de fogo, com a qual ameaçava os funcionários bancários», coagindo-os a que lhe entregassem as quantias em dinheiro ali existentes.

Os crimes ocorreram entre 28 de outubro e 06 de dezembro de 2013. O suspeito foi detido a 12 de dezembro e encontra-se em prisão preventiva, acrescenta a PGDL.

O inquérito foi dirigido pela Unidade Especial Contra o Crime Especialmente Violento (UECEV), do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

A 13 de dezembro último, a Polícia Judiciária deteve um homem de 39 anos, suspeito de, sozinho, ter assaltado sete dependências bancárias em Lisboa.

Na altura, fonte da PJ disse à Lusa que o homem entrava nos bancos, «exibia um papel a dizer que aquilo era uma assalto e, embora não apresentasse qualquer arma, alegava ter uma na sua posse, coagindo assim os funcionários a entregarem-lhe o dinheiro».

O assaltante atuava de cara descoberta, mas utilizou alguns adereços. Um dos traços que o ajudou a identificar foi os «dentes em mau estado», um possível sinal de toxicodependência, referiu, na altura, a mesma fonte.

O detido não tinha profissão conhecida e os valores obtidos nos assaltos não foram elevados, disse, então, a fonte da PJ.