A GNR gastou quase meio milhão de euros com a limpeza das cavalariças da Unidade de Segurança e Honras do Estado (USHE) em 2013, indica o relatório de atividades da corporação do ano passado.

Em 2013, a GNR contratou, por ajuste direto, uma empresa para fazer a limpeza das cavalariças da USHE, em janeiro e fevereiro, por 86.095,58 euros, tendo, para os restantes meses do ano, realizado um concurso público, no valor de 398.762,06 euros, adianta o documento, o que totaliza 484.857,64 euros.

Segundo o relatório, cerca de 60 por cento do efetivo de cavalos (483) está colocado na USHE, instalada na Ajuda, em Lisboa, estando os restantes distribuídos pelos comandos territoriais de Vila Real, Porto, Aveiro, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Coimbra, Leiria, Santarém, Portalegre, Évora, Beja e Faro.

A USHE da GNR é uma unidade de representação, responsável pela proteção e segurança das instalações dos órgãos de soberania, nomeadamente os Palácios de Belém, de São Bento e das Necessidades, em Lisboa, de outras entidades que lhe sejam confiadas, e pela prestação de Honras de Estado. Integram, ainda, a USHE, a Charanga a Cavalo e a Banda da Guarda.

O documento diz também que a GNR gastou 34.095,49 euros para as limpezas das cavalariças do Comando Territorial do Porto, entre abril e dezembro de 2013, tendo aberto um concurso público para o efeito.

O relatório de atividades da Guarda Nacional República indica ainda que a corporação despendeu 137.907,60 euros em condecorações, no ano passado.

GNR sofreu «redução considerável do efetivo» em 2013

A GNR sofreu «uma redução considerável do seu efetivo» em 2013, devido à passagem à reforma ou reserva de um número de militares superior às novas entradas, indica o relatório de atividades da corporação do ano passado.

«Nunca a Guarda tinha verificado um valor de militares tão baixo», refere o documento, adiantando que o último ano em que tal se verificou foi em 1993. Segundo o documento, a Guarda Nacional Republicana tem 22.398 elementos, menos 818 do que em 2012, dos quais 21.563 são militares (menos 645) e 836 civis. Em 2013, ingressaram na GNR 44 oficiais e 273 guardas, enquanto passaram à situação de reserva ou reforma 578 militares.

O relatório de atividades de 2013 salienta que é esperada uma inversão desta tendência, uma vez que os critérios de passagem à situação de reserva foram recentemente modificados e, em 2014, devem entrar na GNR 32 oficiais e 400 guardas, provenientes dos cursos de formação.

O documento dá também conta da situação das infraestruturas da GNR, realçando que o património imobiliário afeto à corporação, «embora muito vasto, evidencia níveis de degradação muito elevados, necessitando de intervenções céleres, de forma a assegurar um acréscimo qualitativo das condições em que é exercida a sua atividade, com reflexos substanciais na qualidade e eficácia da sua situação junto das populações».

O relatório refere que, na execução de beneficiações de infraestruturas, constantanes no Plano de Obras para 2013 se registou «uma taxa de concretização muito abaixo das expectativas e das reais necessidades da GNR».

O documento, que é assinado pelo anterior comandante-geral da GNR, tenente-general Newton Parreira, destaca também que «a antiguidade do parque auto encerra em si uma verdadeira preocupação para a Guarda, com evidentes reflexos no desempenho operacional».

Segundo a GNR, cerca de 60 por cento das viaturas tem mais de dez anos, o que, aliado ao «grande desgaste diário dificulta de sobremaneira o serviço a desempenhar».

Durante o ano de 2013, cada veículo operacional da Guarda percorreu, em média, 15.297 quilómetros e o conjunto dos 5.514 carros que compõem a frota da GNR percorreram, em média, 231.097 quilómetros diários.