A capacidade operacional da Força Aérea está próxima do limite com a saída de pilotos para a aviação comercial, onde os salários são mais atrativos, alertou o chefe do Estado-Maior do ramo, José Pinheiro.

Em declarações à Agência Lusa, o general José Pinheiro manifestou «grande, grande preocupação» com a saída de pilotos para o setor privado, sobretudo para a aviação comercial portuguesa e recentemente para mercados internacionais.

«Há um limite a partir do qual a nossa capacidade operacional está em causa», frisou.

Questionado sobre se esse limite está a ser atingido, José Pinheiro afirmou: «estamos em risco de atingir esse limite».

Sem avançar números totais, José Pinheiro adiantou que nos «últimos meses» saíram sete pilotos e confirmou que a esquadra mais afetada é a dos helicópteros.

Abrangida pelas restrições orçamentais que afetam as Forças Armadas, a Força Aérea dispõe atualmente de pouca margem de manobra para investir na formação de mais pilotos, admitiu.

«A TAP é a grande sugadora de pilotos, mas não é a única. Periodicamente abre-se um concurso e nós não podemos prender as pessoas», que podem sair com um aviso de poucos dias após doze anos nos quadro, disse.

Questionado sobre que medidas estão a ser tomadas para prevenir uma eventual rotura da capacidade operacional, José Pinheiro disse apenas que tem estado «em contacto com a tutela política para ver medidas possíveis».