A primeira cirurgia de separação de siamesas realizada em Portugal aconteceu há 35 anos. Foi uma intervenção de alto risco que deu uma segunda vida às gémeas Magda e Tãnia. Hoje, elas são duas mulheres autónomas e saudáveis.

Um corpo. Duas almas. E um desafio gigante para a medicina portuguesa. Tânia e Magda nasceram a partilhar o mesmo corpo, vivem a partilhar a alma.

Em outubro de 1978, Gentil Martins aceitou o desafio: separar pela primeira vez em Portugal duas bebés siamesas. As gémeas tinham na altura 4 meses. Foram submetidas a uma cirurgia de 12 horas, onde tudo eram complicações.

Viveram e mais do que isso nasceram pela segunda vez. Ainda hoje é a data da cirurgia a mais festejada.

Depois da operação, as gémeas aprenderam a viver uma sem a outra. Hoje vivem em casas separadas, têm profissões diferentes, mas a separação física nem sempre foi fácil

Ao contrário do que acontecia há 35 anos, agora, as ecografias permitem tomar decisões antes do parto. Com medo de finais infelizes, a maioria dos fetos siameses resulta em aborto, mais do que um final, a vida da Tânia e da Magda é a prova de que os siameses podem ter começos felizes.