O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro, revelou hoje que o número de escolas do 1.º ciclo do ensino básico que vão encerrar no concelho é menor do que o inicialmente programado, sem especificar a quantidade.

«Está tudo acordado com o Governo e vão ser menos do que estava inicialmente previsto», avançou à agência Lusa o autarca, escusando-se a adiantar os números em causa por uma questão de «respeito» para com o executivo de Passos Coelho.

«Espero que a decisão final esteja de acordo com o combinado», afirmou, sublinhando o «diálogo e a cooperação» que houve com o Ministério da Educação ao longo deste processo.

Segundo os dados divulgados pelo Sindicato dos Professores da Região Centro, poderão estar identificadas para fechar 11 escolas do 1.º ciclo do ensino básico no concelho da Guarda.

Já ao nível do distrito, estará previsto o encerramento de 44 escolas no próximo ano letivo, de acordo com a mesma fonte.

O Ministério da Educação e Ciência anunciou no sábado que vai fechar 311 escolas do 1.º ciclo do ensino básico e integrá-las em centros escolares ou outros estabelecimentos de ensino, no âmbito do processo de reorganização da rede escolar.

«O novo ano letivo terá início em infraestruturas com recursos que oferecem melhores condições para o sucesso escolar. [Os alunos] estarão integrados em turmas compostas por colegas da mesma idade, terão acesso a recursos mais variados, como bibliotecas e recintos apropriados a atividades físicas e participação em ofertas de escola mais diversificadas», refere a tutela em comunicado.

Segundo a nota, a Secretaria de Estado do Ensino e Administração Escolar concluiu sexta-feira mais uma fase da reorganização da rede escolar, «processo iniciado há cerca de 10 anos e continuado por este Governo desde o ano letivo de 2011/2012, com bom senso e um olhar particular relativamente às características de contexto».

«A definição da rede escolar do 1.º ciclo tem em conta a existência de alternativas com melhor qualidade para o ensino e a prática pedagógica, e salvaguarda condições como a distância para a escola de destino e tempo de percurso, as condições da escola de acolhimento, o transporte e as refeições», argumenta a tutela.

No comunicado, o Ministério da Educação e Ciência salienta ainda que o processo foi realizado em articulação com as câmaras municipais, diretores de serviço regionais, gabinete do secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar e a Associação Nacional de Municípios.

«Conforme acordado na última destas reuniões, está neste momento a ser negociado um novo protocolo que dê continuidade ao compromisso estabelecido em 2010, prossiga os trabalhos de concentração de escolas e respeite os princípios estabelecidos», lê-se ainda no documento.